NÃO ESQUEÇA DE RESPIRAR

Nos últimos meses, peguei-me falando por diversas vezes a frases: “Até queria, mas não dá tempo”. Quem nunca? Tudo bem que às vezes usamos essa frase para despistar algum amigo chato, mas na maioria das vezes, não temos tempo mesmo. Não acho ruim alguém não ter tempo sobrando, acho ruim a gente não ter tempo para viver momentos legais, novas experiências, curtir os nossos filhos crescendo. Esse tempo sim são os mais valiosos, que nos mantém equilibrados e que não devemos abrir mão.

Ok, eu tenho que confessar que os momentos com a minha filha eram mais relaxantes, lights, nível easy, mas bastou ela começar a andar que tudo ficou um pouco mais desgastante (desculpe-me pelo spoiler aos pais de filhos que ainda não andam). Apesar dos carinhos, momentos de curtirmos juntos um livrinho, abraços, a Lulu não abre mão do seu momento “suicida” (Se joga do sofá, coloca o pano na cabeça e corre pela casa, quer descer escadas sozinha, abre gavetas e por aí vai), o que está deixando a gente de cabelo em pé.

Apesar do cansaço, é um tempo gostoso de viver. Um tempo que eu não abro mão, pois sei que não vai voltar e que vai deixar saudades. Prefiro acreditar que esses momentos são o meu ponto de equilíbrio, são antídotos contra o caos do dia a dia. É quando respiro e penso na vida.

Mês passado tiramos um dia para descansar em Holambra/SP (Tem um vídeo no meu canal do youtube) e por um bom momento fiquei observando o lago com a Lulu. Descrevi tudo: falei dos peixes, das árvores, dos bichinhos, do ar puro, da importância da natureza e ela ouviu atentamente tudo. Às vezes soltava um: “Ete … titi …”, mas mesmo com todo agito de uma menina de um ano e meio, ela ficou observando e parecia entender que aquele momento era especial. Que ali a gente precisava respirar.

Senti uma tranquilidade, vi na paisagem coisas que nunca parei para observar, detalhes que passavam despercebidos. Foi um momento agradável que eu gostaria de multiplicar (e vou).

Alguns que passavam por lá, poderiam pensar: “Olha lá aqueles dois sem fazer nada”. A grande verdade é que estávamos vivendo o nosso tempo, da melhor forma possível.

Ok, cinco minutos depois a Luísa correu e quase se jogou no lago, quase fez a gente morrer do coração, mas faz parte. Momentos assim são necessários para o equilíbrio da vida, não?

Bons momentos à todos e não esqueça de RESPIRAR, sempre!

Por Fernando Strombeck