VOCÊ ESCOLHE O TIPO DE PAI QUE QUER SER

Quando criança, quem nunca ficava impressionado com o quanto o pai do coleguinha era legal? Muito mais que o seu. Ele era descolado, deixava o filho ficar até tarde na rua, comer besteiras, enchia ele de presentes e dava total liberdade pra ele fazer o que quisesse. Isso sim que era um paizão! Esse era um exemplo de pai a ser seguido!

Por muitas vezes, chateado, pensei comigo: “Por que o meu pai não é assim também? Não custava nada ele ser menos chato. Quando eu me tornar pai, vou ser igual ao pai do fulano”.

Não sei por onde andam esses amigos, se vivem vidas felizes hoje, se educaram os seus filhos da mesma forma, só sei que hoje não pretendo nem um pouco me inspirar nos pais deles. Alguém tinha dúvida disso?

Eu poderia simplesmente pegar um modelo de pai bem-sucedido na carreira de pai, um pai doutorado em paternagem ou um pai que deu certo, e aplicar esse modelo na criação da minha filha. Poderia também combinar as melhores atitudes de outros pais e encontrar um manual de como ser o melhor pai do mundo. Mas assim eu estaria vivendo outra paternidade, não a minha. Cada pai é exclusivo, cada pai é único, cada pai é especial … pelo menos para o seu filho.

Talvez a minha filha demore um pouco para entender as minhas decisões, prefira o pai do vizinho, mas isso não importa nesse momento. O importante é que eu fiz a minha escolha: Tentar ser o melhor pai que a minha filha poderia ter.

Ser um bom pai é uma escolha sua. Ser um bom pai é uma escolha pra vida.

Por Fernando Strombeck