MINHA FILHA FALOU PAPAI

Essa semana eu e a minha esposa estávamos brincando com a Luísa na cama e do nada, durante um momento de silêncio, a minha filha olhou pra mim e disse: “Pa-pa”. Ficamos todos assustados. Paralisado, perguntei: “Filha, você disse pa-pai?”.

A minha frase foi interrompida pela minha esposa, que agarrou a Luísa e colocou ela pra mamar: “Não, Fernando! Ela disse “papa”, de fome”.
Será? Estranho que ela não queria mamar, não queria comer, ela queria brincar e praticar o seu bebenês, mas tudo bem. Talvez ela estivesse tentando falar Papa Francisco, paparazzi, papagaio, paparico e a gente aqui quebrando a cabeça achando outra coisa.

Muitos casais possuem uma rixa, um querendo que o filho fale mamãe primeiro, o outro que fale papai. Sinceramente, eu nunca me importei com isso. Pelo contrário, até queria que ela falasse mamãe primeiro, pois sei que a minha esposa ficaria bem feliz. Mas isso não prova que a minha filha ame mais eu do que a minha esposa. O amor de um bebê pela mãe vai além de uma palavra. Está na troca de olhares, troca de sorrisos, no abraço, na tranquilidade enquanto está mamando. É algo muito maior.

Nos últimos dias, a Luísa repetiu mais algumas vezes “Pa-pai”, sempre escondido da mamãe. Confesso, é de derreter qualquer pai babão.

Agora estou ajudando a minha filha a falar mamãe e vamos que vamos.
Uma coisa eu tenho certeza, daqui a um tempo vai ter hora em que a minha filha vai falar tanto “Mamãe. Manhêêêêê. Ohhh Mãããeeee”, que a minha esposa vai torcer pra ela falar “Papai!”. Pode anotar.

Por Fernando Strombeck

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