SENSOR DE SONO DOS BEBÊS

Não adianta, todo pai/mãe já sentou no chão da sala pra brincar com o filho e não conseguiu parar de pensar: “daqui a pouco ele dorme e eu vou fazer isso, vou fazer aquilo”. Quem nunca?

As mulheres até conseguem fazer dez coisas ao mesmo tempo. Minha esposa dá de mamar, faz xixi, responde as amigas no Whatsapp, corta a unha da Luísa e grita pra eu pegar o papel higiênico, tudo isso ao mesmo tempo. Nossa, eu mal consigo lavar a louça e respirar ao mesmo tempo.

Daí quando a minha filha dorme, começa uma verdadeira operação do FBI. Qualquer barulhinho, a gente se olha com cara de: “Presta atenção, pô”. Depois que o filho nasce, os pais aprendem a conversar apenas com olhares, é inevitável.

Tudo bem que um bebê raiz não acorda com barulho. Pode rolar um terremoto, um apocalipse zumbi, nada disso vai acordá-lo. Mas basta você colocar a comida no prato ou entrar no banho que ferrou tudo. O bebê acorda com sangue no zóio. Não tem explicação. Pode juntar especialistas da Nasa, professores de Harvard, ninguém vai conseguir saber o porquê isso acontece. Sem contar quando rola um clima mais “caliente” entre os pais. Vixi, o bebê já acorda dando uma voadora na nuca dos dois. Isso sim é sacanagem.

Por isso deixamos sempre os itens que ativam os sensores do bebê para o final da lista de tarefas. O que não faz muita diferença, já que na maioria das vezes capotamos no sofá de sono na metade da lista. Ou largamos tudo pra ver uma série no Netflix, afinal de contas, somos pais, mas somos humanos também. E que se dane a louça suja.

Por Fernando Strombeck

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